23 março 2007

Pasquim da reacção


Não, não se trata nem do reaccionarismo imobilista de antiqualhas da medievalidade inventada pelos românticos, nem do finca-pé teimoso na evocação do mundo rural ritmado pelos sinos das abadias, nem da defesa da desigualdade estamentária e corporativa que parece fazer as delícias do ultra-conservadorismo das direitas portuguesas. Ali também não há prédicas de púlpito moralista, exibicionismo de fé postiça nem pingo de nostalgia por tempos que a memória selectiva dourou. Ali há o travejamento, sólido, coerente, lido e estudado dos autores, uma argumentação que flagela e contesta os mitos contemporâneos, desmontados e reduzidos ao vazio, à ausência de pensamento e ao modismo que os anima. Ao cumprir três anos de actividade, por muito desacordo no acessório e total adesão ao essencial, tributo ao Pasquim da Reacção a maior admiração e votos de mais e mais textos.

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