22 fevereiro 2007

Rodésia e Zimbabwe


Não tarda muito e os habitantes da outrora Rodésia do Sul irão a Selukwe pedir ao veterano Ian Smith que regresse ao poder naquele que foi o terceiro país mais rico de África. O homo mugabensis cometeu a proeza de emular, superando-as, as magníficas experiências de Macias Nguema, Samora, Amin Dada, Mobutu e dos Santos. No interim de 25 anos, transformou o Zimbabwe, de maior exportador regional de produtos agrícolas a pedinte das ajudas internacionais, empurrou 80% da população activa para o desemprego, fez regredir em 20 (vinte) anos a esperança média de vida, empurrou a taxa de inflação para uns módicos 1600%/ano e converteu-se em chefe de Estado vitalício em sistema, de facto, monopartidário, com total confiscação do poder judicial e da imprensa. Não querendo ser acusado de nostalgia colonial, só posso lembrar que nos tempos da minoria branca a população rodesiana possuía a segunda maior taxa de alfabetização de África, a segunda maior rede assistencial do continente, o segundo maior número de telefones e televisores per capita e uma esperança média superior à da África do Sul. Pergunto-me se a independência o foi realmente, ou, ao invés, se tratou de uma regressão que torna impossível a preservação do Estado.

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