07 fevereiro 2007

A pulsãozinha totalitária à solta

Andam por aí muitos democratas que só o são na condição dos outros pensarem como eles. A campanha para o referendo do extermínio tem exibido esta maleita bem característica das democracias hemi-democráticas - como a nossa - nas quais só é dada plena cidadania aos turiferários da verdade estabelecida. Dir-se-ia que os jornais, rádios e televisões, sobretudo os dependentes do governo, fazem campanha aberta pelo Sim, condescendendo em atribuir ao Não uns míseros flashes. Franqueza por franqueza, antes aceitar preto no branco a declarada beligerância do Estado num pleito eleitoral. Que tal o stimmzetel, perdão, boletim de voto supra ? Era assim, uns após outros, que se ganhavam plebiscitos na democrática Alemanha. Ja oder nein ?

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