09 fevereiro 2007

Para a minha camiliana



"Quem tenha lido Memórias de Guilherme do Amaral, romance que Camilo Castelo Branco publicou em 1863 como obra póstuma do referido Amaral, seu alter ego, não pode adivinhar que esta obra-prima do Romantismo português tenha por matriz um diário amoroso de 267 páginas e uma colecção de 28 cartas dirigidas por Gertrudes da Costa Lobo ao romancista. A publicação recente dos Manuscritos Gertrudes, organizados por Manuel Tavares Teles (n. 1948), faz luz sobre esse e outros aspectos da vida dessa poetisa portuense que amou e se correspondeu com Camilo."
(in O Público, 09.02.2007)


O meu avô não fez por menos, excedendo em ardores passionais uma obra plectórica de amores de perdição e salvação. No caso de Camilo - como de Flaubert - não se pode dizer que o autor desconhecesse vividamente a matéria romanesca que modelava. Amores conheceram-lhe muitos, uns pueris, outros quase assustadores, mas esta última revelação só vem demonstrar que aquele coração não parava.

Tudo no blogue de Eduardo Pitta.

TELES, Manuel Tavares. Os Manuscritos Gertrudes. Lisboa: Guerra e Paz, Editores, S.A, 2007

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