25 novembro 2006

Os flagelados da CGTP: o poujadismo à portuguesa

Hoje fui fazer o habitual passeio de bicicleta pela beira-rio, canseira que me liberta da tentação do sofá, do cigarro da leitura ou da pasmaceira televisiva. Ao regressar, ali para o Cais do Sodré, fui confrontado com a mole de manifestantes da CGTP.
Palavras de ordem rançosas, bandeiras azuis, amarelas e verdes, lembrando o medo que os comunistas têm em assumir-se como comunistas, uma confrangedora miséria de dizeres afixados nas faixas - evocação doentia dos mitos e crenças de tempos imemoriais que a história tratou de lançar para o caixote do lixo - e muita gente. Fiquei apiedado. Ali só se viam anciãos e pessoas de meia idade com todos os estigmas da pobreza, da falta de escolarização e do terror quase epidérmico daqueles que se sentem ultrapassados pela perpétua mudança do calendário. Um desfile de funcionariozinhos, de pensionistas e contratados a prazo, mais veteranos dos tempos em que piquetes, abaixo-assinados ou reuniões gerais faziam lei. Vi-lhes medo, amargura, ansiedade nos olhares.
A CGTP é hoje a mais empedernida manifestação de cronofobia de um povo que viveu 300 anos à sombra das misericódias, para passar os últimos 200 a mendigar a atenção e os favores dos cofres do Estado esmoler. Eles não pedem nada: não pedem formação, escolarização, políticas incisivas de adaptação às mudanças que se operam no mundo e a todos tocam. Não, querem que fique tudo como dantes. Não se fala em excelência e qualidade, aumento das exportações, novos mercados, flexibilização que permita a fixação de investimento estrangeiro. Reivindicam. A CGTP, o mais conservador e reaccionário fomentador de pobreza e desespero, está a querer dizer aos portugueses que não há futuro. Sonham com fronteiras económicas, com autarcia, com imobilização, com emprego para toda a vida, aumentos salariais na proporção inversa da produtividade e demais sonhos abundantistas que tão expressivos resultados deram na Europa de Leste socialista. Querem o impossível: aspiram à riqueza burguesa e capitalista mantendo a voluntária escravidão face ao Estado pródigo. Só lhes faltavam os martelos com que os operários setecentistas tentavam destruir as máquinas de fiação que lhes tiravam o trabalho. Que lástima.

Novo blogue na lista das referências

O Estado do Tempo

24 novembro 2006

Revisionismo histórico muçulmano



Portugal é uma palavra árabe, assim como Sibéria, Havai, alquimia e muitas outras revelações fantásticas. Espantoso. Como dizia o Professor Almerindo Lessa, este demagogo universitário é um "sábio muito ignorante".Tudo isto me faz lembrar o célebre Popov, que nos tempos da União Soviética havia descoberto a pólvora, a bússola, a trigonometria, o cálculo infinitesimal, o átomo e a batedeira eléctrica.

23 novembro 2006

Tropa manifestante

Exército Portugês Africano. Guiné, 1970




Tenho e sempre o mantive, não obstante as ter servido durante cinco anos, um grande respeito pelas Forças Armadas. Sei separar a tropa fandanga, a tropa do emprego, a tropa alternativa ao seminário fuga-da-fome, a tropa das 8 às 17.30 horas e a tropa da messe às Forças Armadas de Portugal. Sei, igualmente, separar a tropa dragonada das casas da linha de Cascais e a tropa das divisas sargentais da linha de Sintra - a tropa dos golpes por acicate remuneratório, a tropa de cabeleira e barbas guevaristas, a tropa dos SUV's e das campanhas de dinamização - dessa instituição herdeira de tradições gloriosas que se bateu sempre com galhardia e honra por Portugal.


As Forças Armadas não são só um emprego, um ordenado, uma reforma, mais assistência médica, acesso à Manutenção Militar e ao Lar de Runa. As Forças Armadas não são só um ajuntamento hierarquizado de cidadãos fardados submetidos ao Regulamento de Disciplina Militar, nem os quartéis, os paióis, os blindados, as botas, as mochilas, os helicópteros e as fragatas. Grande parte do descontentamento que por aí vai tem a ver, precisamente, com essa "civilização" protestatária da alma castrense. Os militares não podem ser sindicalistas, políticos ou cidadãos como os outros. Deveriam ser, por maioria de razão, os mais disponíveis entre os Portugueses, pois o seu juramento - tremendo juramento - implica aquilo que a mais ninguém se pede: dar a vida pela pátria e servi-la até ao último alento.


É evidente que estão desfalcadas de meios operacionais, que os tanques são uma lástima, os fardamentos dignos de piedade, as reservas de combustível e munições pouco mais que ridículos. O poder político tem muita culpa, a começar pela indigna subordinação que impõe através de ministros que jamais envergaram uma farda, desconhecem os códigos de conduta e essa brilhante cultura de amizade, camaradagem e bom ambiente humano que vigora nas Forças Armadas, tão diferente da invejazinha, da pequena maldade intriguista e difamatória que pulula na sociedade portuguesa.


Tenho para mim que a reforma das Forças Armadas começaria com a nomeação de um ministro militar para a pasta da Defesa, pela auscultação permanente do saber e ponderação dos oficiais e sargentos para assuntos que digam respeito à comunidade militar. Contudo, não são passeatas pela baixa, para mais à paisana - um militar à paisana é sempre uma fraca figura - que resolverão o que quer que seja.

Abundante safra monárquica

O sentimento monárquico está vivo. A atestá-lo, a diversidade de atitudes a respeito do lançamento da obra D. Duarte e a Democracia, ontem apresentada.

Vai uma

Vão duas
E aqui vai a minha
Deve ser bem acolhido qualquer movimento, gesto ou palavra de um hierarca do regime exprimindo a possibilidade de um referendo que devolva aos Portugueses a faculdade de se exprimirem livremente sobre a natureza do regime que querem para Portugal. De antiqualha ou apontamento memorialístico a possibilidade técnica, que hoje muitos aceitam como salvaguarda da unidade nacional, a ideia monárquica deu passos de gigante. Não é tempo para querelas sem sentido. É tempo de união. O princípio monárquico, qualquer que seja o seu acabamento jurídico e constitucional, quaisquer que sejam os fundamentos de legitimação que assistam aos seus defensores, é preferível a qualquer forma republicana. Depois fala-se das essências...

22 novembro 2006

O Partido de Deus Exterminador

Pronto, o Partido de Deus, essa agremiação de exaltantes méritos filantrópicos, acaba de ser responsabilizado pela morte do ministro cristão maronita libanês. O líder dos cristãos, Amin Gemayel, apontou o dedo a Nasrallah, aos serviços secretos sírios e ao regime do taxista de Teerão. Acabou, finalmente, a tão espalhada tese da "frente comum libanesa". Os cristãos, que tanto penaram com uma guerra civil que destruíu a prosperidade da antiga Suiça do Médio Oriente, sabem quem é o inimigo. É tão incerto negociar com gente do quilate do Hezbollah como repartir uma refeição com um assaltante de caravanas.

A arte de destruir obras de arte

Custa-me ser tão cáustico. "Pronto, lá está ele com as críticas demolidoras", dirão os sempiternos apaziguadores. Não têm razão. Sou consumidor e tenho o direito de ser bem tratado; sou consumidor e só peço que me sirvam o que prometeram. Acenar com uma obra soberba e servi-la como um enlatado fora do prazo é um atentado. A Civilização Editora está a seguir as pisadas da Europa-América, que deixou de figurar no meu cabaz de compras à força de tanto desprestigiar o nobre ofício da tradução.


No passado sábado adquiri A Guerra do Mundo, desse génio escocês que dá pelo nome de Niall Ferguson. O homem está a revolucionar a historiografia ocidental, desarticulando a arrumação conceptual, expondo todos os esqueletos do armário, atirando desapiedadamente sobre tudo o que parecia de pedra e cal nas práticas dos scholars. Está para a História de hoje como Braudel para os anos 50 e 60, como Fustel de Coulanges para meados do século XIX, ou como Edward Gibbon para os últimos decénios do século XVIII. É impressionante como se pode reunir tanta informação, tanto aparato erudito e tanta investigação a tamanha capacidade de relacionar, comparar, inferir e deduzir.


Mas sobre a mais bela obra pode cair a maior nódoa. A edição portuguesa está desfigurada por uma tradução que insulta o autor - diminuindo-lhe a grandeza e o talento - e revolta o leitor minimamente avisado. Um verdadeiro atentado. Há meses adquiri o Orientalista, de Tom Reiss, também da Civilização. O mesmo desalinho, a mesma precipitação. Traduções feitas com os pés por pessoas sem qualquer preparação. Pronto, desabafei. Não compro mais obras da editora enquanto não acertar a qualidade das escolhas e responsabilidade inerente em servi-las em bom estado para consumo. O faisão é uma excelente sugestão para um repasto. Contudo, não lembra a ninguém servi-lo podre !


Pacheco Pereira apresenta hoje a obra de Ferguson, na companhia do autor. O encontro terá lugar às 18.30 h na Bulhosa, a Entrecampos. Não vou nem nunca pediria o autógrafo para tal edição. Acresce que considero uma falta de respeito a Pacheco Pereira, que tanto admiro, e a Ferguson. Tenho dito.
Depois de muitos mails, instado a apontar exemplos desta safra de asneiras, aqui deixo à Civilização uma amostra para corrigenda:

Pág. XLIII: em vez de Cetniks, devia estar Chetniks usualmente usada para traduções portuguesas
Pág.XLVI: em vez de "Essay on the Inequality of Human Races", devia estar o título em francês ou Ensaio sobre a Desigualdade das Raças Humanas
Pág. LI: em vez de The Myth of the Twentieth Century, O Mito do Século XX ou, em alemão Der Mythus des Zwanszisgsten Jahrhundersts
Pág. LX: em vez de Meji, Meiji
Pág. 7: em vez de Gambia, Gâmbia
Pág.9: em vez de cidadão da Irlanda do Norte, apenas um irlandês (a Irlanda não era independente e não há cidadãos, mas súbditos da coroa britânica)
Pág. 22: em vez de "Essay on the Inequality of Human Races", devia estar o título em francês ou Ensaio sobre a Desigualdade das Raças Humanas
Pág. 22: em vez de The Jewish Question (...), Die Judenfrage als Racen-, Sitten- und Culturfrage mit einer weltgeschichtlichen , ou A Questão Judaica como Problema Rácico, Moral e Cultural
Pág.22: em vez de Anti-Semitic Cathechism, Antisemiten-Katechismus ou Catecismo Antisemita
Pág.23: : ** na nota da T., em vez de Indo-Alemães, Indo-Europeus
Pág. 25: em vez de pan-alemão, pangermanista
Pág. 26: em vez de Between the Ruins, Zwischen Ruinen ou Entre as Ruínas
Pág. 28: em vez de socialista-cristão, social-cristão
Pág. 29: em vez de Liga Pan-Alemã, Liga Pangermânica
Pág. 31: em vez de Cavaleiros Andantes Teutónicos, CavaleirosTeutónicos
Pág. 32: em vez de Silésia Superior, Alta Silésia
Pág. 33: " " " Anti-Semite's Mirror, Antisemit Beobachter, ou Observador Antisemita
Pág. 37: " " " imperatriz Dowager Cixi, imperatriz viúva Cixi
Pág. 37: em vez de Beijing, Pequim ou Peking ou Peiping
Pág. 40: em vez de Vladivostok, Vladivostoque
Pág 42.: em vez de Port Arthur, Porto Artur
Pág. 43: em vez de "A Shinto", o Shinto
Pág.43: em vez de "como os zaibatsu", conhecidos por zaibatsu
Pág. 45: em vez de "em Kwantung", no Kwantung
Pág. 53: em vez de The Book of the Kabal, O Livro da Cabala
Pág. 55: em vez de "trabalhadores diurnos", jornaleiros
Pág. 58: em vez de Courland, Curlândia
Pág. 61: " " " "passava no seu carro por cima", passava o seu carro por cima
Pág. 69: em vez de Irlanda do Norte". Não havia nem Irlanda do Norte nem Irlanda do Sul (vulgo Rep. da Irlanda/Eire). Havia, tão só, Irlanda
Pág. 70: em vez de Saxe-Coburgs, Saxe-Coburgos ( o erro repete-se pelas 5 páginas seguintes)
Pág. 71: em vez de Christian de (...), Cristiano de ou Christian von
Pág. 91: em vez de 1879, 1871
Pág. 94: em vez de primeiro-lorde do mar, Primeiro Lorde do Almirantado
Pág. 96: "O Sudoeste da África", escreva-se O Sudoeste-Africano
Pág. 101: em vez de "a moral elevada", o moral elevado (a confusão persiste ao longo de toda a obra)
Pág. 107: em vez de "os cabos das espingardas", as coronhas das espingardas
Pág. 113: em vez de "contínua barragem britânica", contínua barragem de artilharia britânica
Pág. 113: em vez de "A Guerra no Oriente", A Guerra no Leste
Pág. 120: em vez de casa-real, casa imperial
Pág. 120: em vez de hooligans, desordeiros
Pág. 126: em vez de 1929, 1919
Pág. 131: em vez de Azerbaijaneses, Azeris
Pág. 131: em vez de eslávicos, eslavos
Pág. 131: em vez de Quirguiz, Quirguizes
Pág. 136: " " " da Schleswig, do Schleswig
Pág. 147: em vez de "as ilhas Dodecanesas", as ilhas do Dodecaneso
Pág. 198: em vez de "do Falange Española", da Falange (...)
Pág. 204: em vez de "já incumpria", já não cumpria
Pág. 204: em vez de "conhecido por o Plano Young", conhecido por Plano Young
Pág. 206: em vez de Arno Beker, Arno Breker
Pág. 209: em vez de konfessionsloss, sem confição (ou nota da trad. com informação)
Pág. 117: em vez de judificação, judaização
Pág. 237: em vez de Muscovy, Moscóvia
Pág. 244: em vez de "enviar uma armada naval", enviar uma armada

21 novembro 2006

O dique da irracionalidade


Lembra hoje oportunamente o nosso caro Misantropo os 90 anos da morte desse modelo de estadista europeu que foi Francisco José. Se a Europa teve um aplacador de violência étnica, um duro crítico da doença nacionalista e do ódio socialista, um protector das minorias religiosas, linguísticas e culturais, um governante pacífico empenhado em evitar o abismo da guerra que destruiria irremediavelmente o velho continente, esse foi o Kaiser Franz Joseph, imperador da Áustria, rei da Hungria, rei da Boémia e chefe da casa imperial de Habsburgo.


Em vão tentou conciliar, equilibrar, distribuir e congraçar boas-vontades, mas o espírito do tempo não se compadecia com moderação, reformismo, cautela e bom senso. O império sobre o qual reinava era o eco glorioso da velha Europa, firmado sobre a autoridade paternal e solicita do velho monarca, fortemente marcado pelo influxo cristão, mas onde judeus, ortodoxos, protestantes e muçulmanos possuíam foros de liberdade garantida pelas leis. A belle époque de Franz Joseph é a da Viena, Praga e Budapeste cosmopolitas, cadinhos do bom gosto e do refinamento, mas também laboratórios das mais ousadas aventuras literárias, artísticas e filosóficas (Freud, Kafka, Otto Wagner, Hugo von Hofmannsthal, Arthur Schnitzler, Gustav Klimt).


Que pena que tudo isso se tenha perdido. Em troca, o Mitteleuropa recebeu o bolchevismo, o nazismo, a guerra, os pogroms, a devastação patrimonial, o tribalismo mais medonho; em suma, o recuo da civilização, da decência e da paz.

20 novembro 2006

Ich werde jede nacht von Ihnen traumen



Johannes Heesters e Edith Schollwer em Gasparone (1937)
Heesters é um fenómeno. Hoje, com 102 anos, continua a pisar os palcos.

Ich singe dir ein Liebeslied



Joseph Schmidt, judeu romeno, uma das mais belas vozes do Bel Canto, morreu de fome e doença em 1942. Mais uma vítima do admirável século XX !

A guerra do Iraque, novo Vietname ?




As habituais Cassandras cultoras do "quanto pior melhor", ou seja, os aliados do terrorismo, tendem a interpretar a escalada de violência na Mesopotâmia como um "novo Vietname americano". Tal argumento, tão repetido quanto errado, não resiste à mínima análise. O governo no poder em Bagdade é o mais democrático - isto é, o mais representativo da maioria da população do país - desde a independência, em 1932.


Se a dinastia Hashemita, árabe genuína, mantivera a unidade artificial de um país multiétnico e fraccionado religiosamente, os governos que lhe sucederam a partir de 1958 - Abdul-Karim Qassim; Abdul Salam Arif,Abdul Rahman Arif, Ahmed Hassan al-Bakr e Saddam Hussein - provinham da minoria sunita, cuja expressão demográfica não ultrapassa os 20% da população.


A Autoridade Provisória, mandatada pela Coligação, procurou, com maior ou menor perícia, devolver o poder aos iraquianos. As escolhas não terão sido, como se viu, as mais certeiras, mas o objectivo era incontestavelmente inspirado por um princípio de proporcionalidade justa: dar os xiittas (65% da população) o maior relevo na governação de um país onde jamais tinham detido uma molécula de poder. Logo, o Iraque, o seu governo e instituições representativas é hoje, mau grado o terrorismo, a violência indiscriminada e a crise económica gritante, um dos mais democráticos países da região.


A guerra em curso não é movida nem contra norte-americanos, nem contra britânicos, italianos e outros aliados ocidentais. A guerra é desenvolvida com incansável espírito criminoso e genocida contra a maioria da população do país por uma estreita parcela de ex-privilegiados que durante quase cinco décadas foram usufrutuários quase exclusivos dos lucros e vantagens provenientes das exportações do ouro negro. Não obstante o carácter progressivo de algumas medidas de Saddam Hussein - cujo reflexo ninguém questiona - o poder manteve-se circunscrito a requisitos de filiação tribal e religiosa. Hoje, com a Constituição aprovada por 78% de votos expressos, uma Assembleia onde a Aliança Árabe Unida (Xiita) ocupa 42% (contra os 15% do partido Sunita mais relevante), pode-se afirmar estar reposta a proporcionalidade, condição para a aceitação de um governo representativo.


As perdas norte-americanas e restantes parceiros ocidentais não são relevantes no cômputo assustador dos actos de guerra, pois que não ultrapassam 4% do total de vítimas das incursões terroristas. A iraquização da guerra, ou seja, a passagem de testemunho das forças de ocupação para o governo do Iraque, comprova que a guerra que ali se trava é a de um governo maioritariamente sufragado contra uma minoria, logo, um típico caso de terrorismo. Só não vê quem não quer. Se o Iraque é independente, só o é verdadeiramente hoje. Tudo o mais mais é retórica, má-fé ou cegueira.