09 setembro 2006

Mao, no Insurgente

Mao morreu há 30 anos. Ficaram orfãos os tolos do gauchismo, hoje espraidos pelos azimutes onde se ganha a respeitabilidade.

08 setembro 2006

No dia em que o meu povo se revoltou contra o comunismo


Obrigado ao Manuel Azinhal pela lembrança: Viva Moçambique Livre. Spínola pedira à Maioria Silenciosa que se pronunciasse sobre o destino de Portugal. Em Moçambique, a Maioria fez-se ouvir e Spínola amedrontou-se. A derrota do 7 de Setembro condenou o 28 de Setembro ao fracasso. Lá ouve coragem, aqui ficaram-se pelas palavras. Havia, de facto, um Portugal maior para lá do mar. Tenho honra de haver nascido entre tal gente.

Insurgente ganha batalha das FARC

No passado, a coisa ficaria por uma nota na 5ª coluna de um diário pouco lido, um desabafo radiofónico, um minuto de banalidades "antes-da-ordem-do-dia" no Parlamento ou um secretíssimo pedido de informação requerido pelo gabinete do MAI; ou seja, nada. O Insurgente - a que se foram juntando muitas vozes desta imprensa alternativa que é a blogosfera - fez tamanha pressão que aí está: o MAI averigua caso das FARC no Avante. Tempos houve em que Portugal recebia a fina flor do entulho sem que os portugueses fossem esclarecidos sobre a natureza e práticas de tão indesejáveis convidados. Agora que o verbo é livre e quebrou-se a censura do morno oficialismo, a indignação dos cidadãos obtém vitórias. Ontem, o PC teve de suar para fugir à pressão de todos quantos o interpelaram sobre a presença de um grupo terrorista na quermesse do Avante. As curtas meninges do líder parlamentar dos bolchevistas não deram para mais: meteu as mãos pelos pés, balbuciou desculpas, invocou desconhecimento e esboçou uma típica manobra, tão costumeira entre os orfãos da Lubianka: respondeu que não tinha de prestar satisfações àqueles que um dia haviam considerado Mandela "terrorista". Ora, Mandela fora preso e acusado por razões bem diversas daquelas que são imputadas ao famigerado grupo narco-marxista colombiano, fora julgado por um regime segregacionista que a generalidade da comunidade internacional repudiava e condenado a uma pena de cadeia perpétua sem que jamais fosse provada a sua responsablidade directa em crimes de sangue. Ao invés, as FARC desenvolvem uma guerra sem quartel contra um regime democrático e um governo legítimo reconhecido internacionalmente, estão intimamente associadas ao narcotráfico e utilizam o terror, a extorsão, o rapto, o bombismo e o abate sistemático de militares, policias, juízes, jornalistas, parlamentares e sacerdotes para atingir os seus propósitos: impor uma ditadura à Colômbia. Ontem como hoje, os comunistas são iguais ao que sempre foram.
Os últimos anos da Europa latina, anos 60

Gianni Morandi - In Ginocchio Da Te (1964)
Lembrando a Utopia jesuítica

Ennio Morricone (A Missão)
O ladrão de Bagdade (1940)

07 setembro 2006

Je Maintiendrai

Voltou, finalmente, das muralhas de Bizâncio.

Hoje estou de luto carregado


7 de Setembro de 1974: o dia em que morreu Moçambique pluriracial
Faz hoje 32 anos, corria o ano de 1974. Sem consultar previamente os dirigentes das comunidades europeia, asiática e negra de Moçambique, sem auscultar o parecer dos líderes religiosos e dos restantes partidos, movimentos e associações políticas (FUMO, GUMO, COREMO, FICO), Mário Soares e Samora Machel estabeleceram em Lusaca o calendário para a independência do território. O ministro dos negócios estrangeiros português (Mário Soares), sempre pressuroso em agradar aos seus interlocutores, alargou-se em generosidades e insistiu em não apresentar quaisquer condições que aquietassem o terror que se ia apossando de todos os moçambicanos hostis à entrega do poder a um movimento armado, ultraminoritário e comunista. Divulgado o acordo para a transmissão de poderes, realizou-se nos arrabaldes de Lourenço Marques um ajuntamento da FRELIMO, no termo do qual se deram largas ao ódio anti-português. Pontificaram nas arruaças membros do grupo "Democratas de Moçambique", maioritariamente ligados ao advogado milionário Almeida Santos. A bandeira portuguesa arrastada pelas ruas perante a população gerou, de imediato, uma enérgica reacção de repúdio, sobretudo quando deram entrada no hospital central de LM feridos brancos...pintados de negro ! Eram os instigadores de uma revolta negra que não encontrou qualquer adesão.
Revolta portuguesa
Milhares de brancos, negros, indianos e mulatos ocuparam o aeroporto, a estação do Rádio Clube de Moçambique, as redacções dos jornais e conglomeraram-se numa imensa massa humana nas principais artérias da capital. Pediam que fosse ouvido o povo moçambicano, que se realizasse um plebiscito em harmonia com o Programa do MFA. Mas o governo português já tinha feito tábua-rasa das promessas feitas em 25 de Abril. Spínola, o homem de caco de vidro, aprovava sem pestanejar o protocolo de Lusaca. O PS e o PCP emitiam comunicados que não deixavam qualquer margem para contemporizações. O PS afirmava sem rebuço: "não pode admitir-se que uma minoria de reaccionários impeça o caminho do povo de Moçambique para a sua própria libertação. (...) A descolonização portuguesa constitui uma forma nova, original e revolucionária, sem paralelo em experiências estranhas, de formar uma aliança de povos senhores dos próprios destinos e livres da ingerência das superpotências" (in República, 10.09.1974). O PS ainda fazia ainda parelha com o PCP nesse conturbado Setembro em que Spínola, cada vez mais patético do alto da sua arrogância autista, pedia que a "Maioria Silenciosa" se pronunciasse. Samora Machel e a tropa portuguesa puseram-se de acordo e decidiram agir. Spínola enviou ameaças aos líderes da revolta portuguesa, insinuando que se fosse preciso mandava a aviação bombardear o Rádio Clube de Moçambique. Diz-se (1) que Soares terá pronunciado a terrível ameaça: "se for preciso, atirem-nos [aos revoltosos] ao mar"(2).
Estranhos "reaccionários"
A censura de Lisboa tentou por todos os meios escamotear a dimensão do movimento, imputando-o a uma minoria sem expressão. Contudo, a revolta foi colectiva, cobrindo a quase totalidade das minorias branca e asiática, a quase totalidade dos miscigenados e vastos sectores da população negra, sobretudo aquela que conhecia o terrorismo da FRELIMO, a brutalidade do seu líder Samora, os desmandos da sua soldadesca esfarrapada, analfabeta e primitiva. A liderança da revolta era compósita: Joana Simeão, jornalista negra que se opusera durante anos ao poder português mas se aproximara de uma posição negociada, líder fundadora do GUMO (Grupo Unido de Moçambique), Máximo Dias, também negro e co-fundador do GUMO, o pastor Uria Simango, o dissidente da FRELIMO Lázaro Kavandane, Neves Anacleto, um respeitado jurista branco oriundo do republicanismo reviralhista e animador da oposição democrática a Salazar ( Neves Anacleto (3) era avô de Francisco Louçã), advogados, economistas e médicos indianos, membros destacados do regulato negro, pastores e sacerdotes cristãos, homens de negócios, membros das forças de auto-defesa de Moçambique (milícias, OPVDC - Organização Provincial de Defesa Civil) e quadros negros intermédios. Os meios de que dispunham eram escassos. Mal armados, mas contando com a carismática presença de guerreiros de elite (Daniel Roxo), não podiam bater a tropa portuguesa, mas poderiam, com êxito, impedir o controlo das principais cidades do território pelo miserável exército de Samora, o qual não dispunha de efectivos nem capacidade para se impor. Uma ajuda preciosa chegou aos revoltosos. Da África do Sul começaram a chegar nos dias 7 e 8 centenas de portugueses aí radicados, dispostos a ajudar os patriotas de Lourenço Marques. O Movimento Moçambique Livre padecia, contudo, de uma incurável vulnerabilidade: era apenas a expressão espontânea de um povo ultrajado no direito de escolher o seu futuro, traído por Lisboa e entregue ao concentracionarismo vindicatório da FRELIMO.
O fim do sonho e o começo do terror
No dia 9, transportados de avião, chegaram aos subúrbios de Lourenço Marques os primeiros efectivos da FRELIMO. Foram dadas às células ordens de contra-ataque e começou a carnificina. Centenas de brancos e mulatos mortos à paulada, famílias queimadas dentro das viaturas, assaltos e saque a residências, invasão da zona comercial e vandalização. A tropa portuguesa não esboçou qualquer atitude. O movimento esboroava-se. Machel, de Dar-es-Sallam, estimava que os "vagabundos e criminosos" (A Capital, 10 de Setembro 1974) seriam esmagados, no preciso momento em que uma figura sinistra, o comandante Vitor Crespo, assumia em Lisboa as funções de Alto Comissário Geral de Moçambique. O Moçambique português morria. Começava o êxodo. Os que ficaram depressa se inteiraram dos propósitos dos novos senhores: centenas de detenções marcaram a entrada da tropa comunista em LM. No preiamar das matanças e desmandos, Rui Knopfli, director de A Tribuna de Lourenço Marques, açulava: "esses grupos activistas são compostos por filhos de família, ex-comandos e um sector da pequena burguesia comerciante, que por ignorância se deixaram arrastar nesta aventura". O filho de família Knopfli dizia tudo: o movimento era, em suma, todo o Moçambique do asfalto. Sem o asfalto, ou seja, com Samora e seus energúmenos, Moçambique caiu na espiral do regresso à selva. Os líderes negros moderados foram mortos - Joana Simeão foi enviada para a "reeducação, onde morreria em condições trágicas, violada por centos de guerrilheiros antes de ser enterrada viva, com o corpo destruído por tesouradas - os brancos saíram do país e vieram as campanhas machelistas: guerra ao "tribalismo", guerra à "religião", guerra aos muçulmanos, guerra aos "parasitas indianos", guerra a tudo que lembrasse a sociedade colonial. Passariam ainda 20 anos antes que os moçambicanos pudessem reconstruir, dos caboucos carbonizados, o direito a viverem em paz e liberdade.
(1) Jorge Jardim. Moçambique, terra queimada. Lisboa: Intervenção, 1976
(2) Clotilde Mesquitela. Moçambique: sete de Setembro. Lisboa: A Rua, 1977
(3) A. Neves Anacleto. A inventona do 28 de Setembro. Lisboa: ed. autor, 1975
Na corte de Manchukuo

Yuki AMAMI (canta)

06 setembro 2006

Fora com o futebol, viva Eduardo Prado Coelho !


Confesso não fazer Prado Coelho parte das minhas leituras, sempre apressadas, por essa massa de matéria orgânica em decomposição e oxidação que são os jornais. Prado Coelho irritou-me durante anos. Considerava-o poseur, entediante por vezes até à náusea, com todos os tiques do francesismo intelectualista nativo "gauche". Só nos falámos uma vez, logo para discutir à mesa sobre a Frida Kahlo, mas nos últimos dias surpreendeu-me. Comprei o brilhante Nacional e Transmissível e rendi-me: é um belo álbum de coisas portuguesas, umas mitificadas, outras a que não prestamos qualquer atenção, mas que são nossas, adereços do nosso carácter colectivo cheio de sombras e qualidades.
Mas não foi sobre pastéis de Belém, bacalhau e Fernando Pessoa que EPC escreveu ontem no Público. Foi sobre essa praga infecta e nauseabunda que dá pelo nome de futebol. Um texto justiceiro, cheio de coragem que corta até ao osso essa impostura monumental que nos tiraniza da alvorada à madrugada. Uma falange de mentecaptos, analfabetos e pequenos mafiosos tomou de assalto o tempo de vigilia dos portugueses, domina os telejornais, conspurca a imprensa escrita, monopoliza as rádios, as conversas, os tempos-livres e as preocupações de milhões dos nossos concidadãos. Anda tudo em alvoroço com a crónica de EPC, até alguns homens ditos "de cultura" que não resistem ao prazer canalha do "esférico", das "chicotadas psicológicas" e dos "apitos dourados". Têm sido anos a fio de ditadura - venerada, temida e aceite por todos nós - do "Bigodes", do Velentim, do Pinto da Costa, do homem das cervejas, do Pôncio-qualquer-coisa e do Vieira. Agora, que chegámos ao grau ZERO da dignidade, temos de aguentar telejornais de hora e meia ouvindo uma criatura de nome Fiuza, que mal sabe alinhavar duas ideias, com um português de vão de escada, falar sobre um tal Mateus. Não sei, não quero saber quem é o tal Mateus e não é a direcção da SIC, nem a TVI e a RTP que me vão impor tal tema. Há medo de dizer alto e bom som aquilo que muitos pensam mas raros exprimem sob pena de banimento. O futebol é um desses territórios proibidos. Chegou a hora de colocar essa coisa malcheirosa no lugar que lhe compete. Por isso, fico grato a Prado Coelho por partir a montra dessa latrina dourada.

05 setembro 2006

José Adelino Maltez no Brasil

"Tenho andado a fazer uma peregrinação pelas nossas raízes comuns, em matéria de origem do político, tendo em vista a matéria de relações internacionais. Reparo que aqui chega bem mais seleccionadamente a central de conformação de conceitos do sistema anglo-americano, sendo traduzidos manuais de forma mais expedita, apesar de haver uma geometria variável de aulidades no sistema universitário brasileiro, onde, felizmente, há mais pluralidade de paradigmas do que na pequena casa lusitana, onde ainda são quase esmagadores os mestres-pensadores que nos continuam a traduzir em calão muitas modas que passam de moda."
José Adelino Maltez, no Sobre o Tempo que Passa

Ficam furiosos, mas calam


Um dos meus gostos predilectos: envolver-me num círculo de convivas - sobretudo naqueles em que transpiram as cumplicidades esquivas de partido, amiguismo, futebolismo, avental, água benta, excelentes meios para uma conversa lucrativa, com empregos à mistura - e lançar uma saraivada de "orgãos de Estaline". O efeito é o de um balde de àgua [das pedras, gaseificada] naquelas cabecinhas ocas e medíocres. O círculo dissolve-se em vinte segundos, cada qual pretextando uma ida à casa de banho, um telefonema inadiável, uma criancinha doente em casa, um dentista ou, sem outro argumento, um croquete na mesa dos comes e bebes. Os portugueses são, na sua quase generalidade, incapazes de argumentar. Ou antes, aqueles portugueses que se julgam donos do Estado, das instituições, da democracia, da opinião pública (aquela que se publica) e do orçamento colhido dos bolsos dos contribuintes. Esses "portugueses" - sempre os mesmos 100.000, ou seja, a soma dos leitores do Público e do Expresso - têm absoluta consciência da sua precaridade, insuficiência, indigência profissional e inutilidade. São donos disto, pronto. Mais não lhes interessa. Enquanto pingar, lá estão a servir o "interesse público". Mal deixa de pingar, mudam de partido e de regime.

04 setembro 2006

Os Firangis na Chancelaria Mogol


A obra, com minuciosas notas e estudo introdutório de António Vasconcelos Saldanha e Jorge Flores, foi publicada em 2003, mas só agora chegou às minhas mãos. Comprei-a no sábado, passado toda a tarde de domingo encantado com a magnificência da corte mogol do grande Akbar, uma máquina inextrincável de burocracia e rituais de aparato. Surpreendeu-me, porém, o interesse genuíno do grande monarca "universal" pela cultura cristã, uma quase reverência pelo saber e autoridade intelectual dos padres de Companhia de Jesus e uma quase vaidade em relacionar-se com os Portugueses. Temas hoje tão caros à sensibilidade pós-moderna - o diálogo inter-civilizações, o ecumenismo, a tolerância, o relativismo dos valores - assomam aos lábios do grande imperador muçulmano com uma surpreendente actualidade. Comprem e deliciem-se.
SALDANHA, António Vasconcelos; FLORES, Jorge
Os firangis na chancelaria Mogol: cópias portuguesas de documentos de Akbar (1572-1604). Nova Deli: Embaixada de Portugal, 2003

Marcha pelo caviar do Cáspio, pelo Moët & Chandon e pelas obras de 200.000 Euros


Aquele friso de burgueses ociosos que gostam de brincar às revoluções valia 500 ordenados mínimos. Quatro meninos de 40 e 50 anos de idade, um dos quais arranjou o primeiro emprego no da vida como deputado ao Parlamento Europeu, que nunca tiveram preocupações para pagar o leite, o pão, a renda da casa, a conta do dentista, que nunca fizeram poupanças para comprar aquele livro, aquele disco, aquelas calças, que nunca apanharam o Metro ou o autocarro, que tiveram mesadas até à idade em que o cabelo começa a cair e a barriga a crescer, que tiveram sempre um papá, um tio, uma amiga do paizinho a abrir-lhes portas de subsídios, bolsas e mordomias imerecidos, que escaparam ao SMO graças ao primo Coronel-médico, que vivem em apartamentos geminados com obras de restauro de meio milhão de euros, filhos, netos, bisnetos e tetranetos de homens que estiveram sempre de bem com todos os governos de todos os regimes...têm o atrevimento - o TOPETE - de pedir uma marcha sobre Lisboa. Sei que o ridículo não tem limites, mas habituados como estamos a todos os atrevimentos, ainda nos surpreendemos quando o ridículo se transforma em pornografia. Sim, eu sou o capitalista-bushista-sionista-reaccionário-burguês-liberal mas trabalho doze horas por dia desde os quinze anos. Eles são os virtuosos...do Moët & Chandon e do caviar do Cáspio.

Morreram pelo Ocidente e pela Liberdade



Se há coisa que me tem espantado ao longo dos últimos três anos, essa é, sem dúvida, a capacidade de sacrifício, abnegação e coragem exibida pelos muitos milhares de soldados ocidentais envolvidos nas guerras anti-terroristas que têm lugar no Afeganistão e Iraque. Habituados a ouvir e repetir ad nauseam os argumentos dos cultores da "decadência" do Ocidente - emasculação, drogadização, sibaritização - não podemos deixar de nos espantar pela repetida impugnação dessas patranhas. Os soldados do Ocidente - norte-americanos, canadianos, australianos e britânicos - têm arrostado enormes dificuldades, mas têm-se saído bem. Provas ? A violência no Iraque está em fase descendente, os talibãs estão a ser empurrados metro a metro para os seus covis nas montanhas, a vida económica e social vai-se lentamente reconstituindo e até já funcionam governos representativos. Foi-nos inculcado durante décadas que "uma guerra de guerrilhas não pode ser ganha". É uma mentira que deve ser invertida: "pode uma guerrilha vencer uma guerra ?". A resposta é, novamente, negativa. As guerrilhas são derrotadas sempre que o clima em que germinam sofrer alterações que matem a fonte da violência armada. Ora, mau grado tudo o que de terrível tem acontecido nos últimos três anos, os povos do Iraque e Afeganistão são hoje muito mais livres e responsáveis que antes das guerras que derrotaram os talibãs e Saddam Hussein. Têm, pelo menos, leis, constituições, tribunais civis, imprensa livre, direitos de reunião e associação e parlamentos eleitos. Graças a quem ? Aos militares ocidentais.

03 setembro 2006

Exageros tropicais

Gosta mais de Fidel que da noiva !

Na cama com Fidel

Três visitas num mês. Na primeira, abraços e a mesma camisa vermelha garibaldina. Na segunda, lágrimas, beijos, o "tu" e até um retrato do Gran Capitán que parecia um esquisso do Columbano para o Adamastor. Na terceira, mãos dadas e bolos. Será que na quarta ao general Tapioca de Caracas lhe colocam uma cama ao lado do leito do tirano para imprimir maior autenticidade à farsa ?
O dia em que o deus comunista morreu
Antes do desastre do "Rock"

Paul Whiteman e orquestra

Velhas fitas

A picada

Cleopatra (1934), Claudette Colbert