29 julho 2006

Não confundir coragem e terrorismo

Quando os suicidas eram nobres

Nobres cavaleiros dos ares, entre o ferro e o fogo da metralha, sós em cascas de noz voadoras, lançando-se sobre um inimigo quase invencível. A sua valentia e destemor eram puros como uma flor de cerejeira. Atiravam-se sobre inimigos armados, nunca sobre civis indefesos. As únicas torres gémeas que conheciam eram as dos porta-aviões, couraçados e cruzadores do adversário. Não havia nem ódio, nem fundações milionárias dispostas a pagar o seu martírio, nem tão pouco cobardes cheios de boas-novas açulando-os. Prometiam-lhes, é certo, o paraíso, mas um paraíso sem frutos, água, virgens e riquezas. O paraíso Shinto é, apenas, o retorno à comunidade dos antepassados. Foi em Janeiro de 45, em plena festa dos Obon (Bon-Odori = festa dos mortos). Eram, não analfabetos alienados, mas estudantes de literatura, filosofia, belas-artes e história. Como eram diferentes dos ASSASSINOS de hoje.

A não perder: Gente que não Presta

Recomendo vivamente, na Torre de Ramires, Gente que não Presta, um friso de postalinhos apodíticos sobre mazelas humanas. Se o único suporte da escrita fosse a pedra, escreveríamos assim: o essencial dos grandes problemas.
Arabia Felix

Minny Leik
Colonizações: Aspro (1959)
Aculturações: Petrole Hahn (1960)

28 julho 2006

O caso Abrupto: da canalhice ao riso canalha

Pacheco Pereira é uma excepção nesta terra de ufanos medíocres, de iletrados arrogantes, atrevidos sem escrúpulos ou cobardes despeitados. O seu Abrupto é, entre dois ou três outros que diariamente leio, uma tribuna de honestidade, de frontalidade e enérgico questionar das mansas crendices a que o nosso povo tributa um respeito filho da servidão, do medo e da ignorância. O ataque de que tem sido alvo é, pois, sintomático dessa vis que me leva, cada dia que passa, a querer menos a proximidade das ditas "pessoas de bem", dos "valores", das "tradições" e dos amanhãs cantantes, tanto os de esquerda, como das direitas. O país não tolera a abertura de espírito, abomina os livros, a razão desapaixonada e incisiva, o peso da responsabilidade de pensar, dizer e escrever. Ora, Pacheco Pereira não tem langage de bois, não genuflecte ante mentiras sagradas, não pensa a partir de artifícios de coerência pré-montada (vulgo ideologia), nem pede desculpas por assumir a sua cuidada independência. A piratização do seu blogue é, assim, manifesto instantâneo da impotência, da raiva e da inveja daquel(es) que não o podem emular. Choca-me, sobretudo, o riso galhofeiro dos cúmplices da desgraça alheia. O criminoso - que será mais tarde ou mais cedo revelado - pode não passar de uma insignificante criatura à procura daquela notoriedade que leva um ratoneiro a assaltar um banco. Os piores são, contudo, os canalhas que se vão entretendo em zombar de um homem que tem sido, ao longo dos últimos anos, um verdadeiro educador. Coisas da vilória portuguesa...

Miguel Portas, vá passear !


O preclaro deputado Miguel Portas apareceu ontem, com um francês à Mário Soares, respiração convulsa e olhar desorbitado, anunciando urbi et orbi que uma solução para o problema do Médio Oriente passa por negociações. Espantado pelo facto de um marxista, defensor da violência como agente acelerador e justificador para todas as "contradições", se apresentar com o baraço ao pescoço e ramo de oliveira na mão, dei comigo a fazer a análise gramatológica - em palavras menos rebuscadas, "a psicanálise" do discurso - e cheguei a duas conclusões: "eles" estão a levar uma valente tareia dos israelitas e toda a bazófia foi por água abaixo; "eles" - islamo-marxistas anti-globalização derrancados aos pés do totalitarismo na moda - julgavam possível que um partido de lunáticos e facínoras, armado até aos dentes, pudesse derrotar um Estado democrático e uma nação que luta há 60 anos pelo direito à existência. Perderam. Agora, lá vêm as carpideiras de cara coberta de cinza, com criancinhas ao colo - lembra-me sempre as ciganas de crianças narcotizadas ao colo, pedindo esmola - para arrancar umas lágrimas de almas pouco experimentadas no negócio do sentimentalismo piegas. Sim, criancinhas que vivem cercadas de mesquitas erigidas sobre paióis, que são endoutrinadas para o nobre ofício do bombismo-suicidário desde a mais tenra idade, que são dominadas por um grupo armado fora-da-lei - o Partido de Deus controla cidades, tributa, dá escola, hospitais e até oferece armas - estão a ser vítimas do genocídio ( outra palavra pateta e patética, em risco de perder todo o significado) da aviação "sionista". O Líbano, Dr. Portas, só será de novo o Líbano, quando essa gente abandonar as populações que mantém como reféns há 30 anos. Quando o Partido de Deus for erradicado, talvez o preclaro deputado lá possa ir. Até lá, vá passear Dr. Miguel Portas !
Platters - smoke gets in your eyes

26 julho 2006

Hava Nagila -- 1967

Textos pelo triunfo da razão

Fomos desproporcionados no Ultramar? , no Jansenista.

Textos pela Paz triunfante

Pontos de Fuga, no Insurgente .

Textos da guerra pela Paz

Paz, paz, paz, no Blasfémias
E V. não se quer converter também ?

25 julho 2006

Vá, podem espancar as mulheres
O futuro Xá fala
Trono do Pavão

A Revolução Branca - combate contra a superstição, o obscurantismo e a miséria - pelas raízes da tradição iraniana.
É contra isto que devemos lutar