19 outubro 2006

O Insurgente em versão imperial


Acabou o Insurgente de estuque, cal e tijolos. Aquela equipe de patrícios, vencidas as batalhas - e como foram duras - impôs-se na blogosfera como uma referência na luta pelas novas ideias que tantas e obstinadas reacções continuam a suscitar. Era um burgo com ameias, paliçadas, trincheiras e arame farpado, sistematicamente ameaçado pelos bárbaros, vivendo no gume da espada, entre surtidas, raides e escaramuças. Os seus habitantes foram atacados por tudo e por todos os que se recusam acreditar vivermos no limiar de um novo século. Ora, o Insurgente não vive em 1789, nem em 1917, nem em 1933 e 1945, tão pouco se derranca ante as bagatelas de 1968. Anti-estatista, anti-intervencionista, elitista, individualista e liberal, defensor dos direitos naturais dos homens contra os artifícios jurídicos, as falácias da engenharia social, o magma dos valores certinhos, arrumadinhos e obedientes a que os outros continuam a prestar pública fé, tem sido um poderoso veículo de tracção para uma certa direita deslavada, mortiça e esvaziada. Tem sido, também, um ariete perfurante na muralha do comodismo, do capitulacionismo e dos modismos de que se reveste alguma Inteligentzia anti-Ocidental.

Nasceu o Insurgente de granito e mármore, mais sólido e seguro e consciente. A partir de hoje - já quase um jornal diário, já quase um partido de ideias - parte à conquista de novas vitórias.

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