30 outubro 2006

Derradeiro Credo

Creio no gesto, na palavra,
Quando espontâneos, naturais.
Creio no coração que os semeia e não lavra:
- Em alguém, nunca mais.

Creio na arte da legenda,
Com seus avisos e sinais.
Creio no coração que a estime e entenda:
- Em alguém, nunca mais.

Creio no verso iluminado
Pela clareza das vogais.
Creio no coração sensitivo e letrado:
- Em alguém, nunca mais.

Creio na pátria sem ter face,
Mas pensamento e ideais.
Creio no coração que os eleja e enlace:
- Em alguém, nunca mais.

António Manuel Couto Viana, in Ponto de não Regresso

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