05 outubro 2006

D. Carlos I, o cientista e o artista


Lá fora, na Praça do Município, há uma banda, muitos meninos arrebanhados pelas juntas de freguesia e pelas escolas, uns bombeiros tirados da cama e meia dúzia de pequenas potestades, os chamados servidores do Estado. Dizem que hoje se celebra a implantação da república. Sim, primeiro mataram o Rei e seu filho, varejados a tiro como feras; depois, semearam de bombas meia Lisboa e perderam sucessivas eleições, até que se resolveram tomar o poder a tiro. Era uma minoria, armada e violenta, carregada de baias de um positivismo rançoso, de um desprezo incontido por Portugal. Não queriam o rei. Puseram lá, ao longo de décadas, duas dezenas de figuras cujo nome, só por piedade, ainda resiste nas lápides de ruas e praças. O rei morreu, mas dele ficou a memória de um pintor de grande talento e um cientista que ombreava com os maiores oceanógrafos do seu tempo. Pequenos detalhes !