20 setembro 2006

Um país não é um negócio: ainda o golpe na Tailândia

Falei há momentos com um amigo tailandês que lecciona em Banguecoque. É apoiante de Taksin, entusiasta das reformas e da modernização. Contudo, no meio do telefonema, deixou cair: "Taksin é um homem muito inteligente, de grande inciativa e reconhecido mérito como empresário, mas confundiu o governo com os negócios. Um país não é uma empresa. Um país é um sentimento, a fidelidade à sua história, aos seus valores. Taksin quis controlar S.M. o Rei, habituado que está a controlar os homens com quem lida. Desta vez esqueceu-se que o respeito devido ao rei não pode comprar todos os homens. Como tailandês, entre a admiração que tenho por Taksin e o respeito por S. M., escolho o respeito. "
De facto, se a iniciativa deve pertencer aos empreendedores, o dinheiro, os negócios e a boa gestão da coisa pública devem ter, acima do conjuntural, o permanente. O homem tinha razão.

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