23 setembro 2006

Nota sobre a Insulíndia

Acabam de ser martirizados três "portuguis". Acossado pela quase unanimidade da opinião pública mundial, o islão contra-ataca, acusando de terrorismo três desgraçados cujo único crime foi resistir à islamização crescente de todo o arquipélago insulíndio. Mais uma vez deparamos com a tão apregoada tolerância islâmica, que é simplesmente desmentida pelos factos. Em Teerão, um cristão que vá ao bazar comprar frutos, deverá fazer-se acompanhar por um "crente", porque se tocar nalguma peça, esta ficará indelevelmente conspurcada pela mão do nadjez - o imundo cristão infiel. Na península arábica, a simples manifestação pública de qualquer credo que não o de Mafoma é considerada como crime, passível da mais severa punição. Sabemos o que isso quer dizer. No ainda semi laico Egipto, os coptas, herdeiros directos daquele antigo Reino das Duas Terras, sofrem cada vez maiores dificuldades e já são abertamente perseguidos pelos imãs. Da Argélia ou do Paquistão nem vale a pena tecer comentários.
Estamos confiantes numa reacção do governo português, ainda que laconicamente diplomática. Aguardemos.

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