04 setembro 2006

Morreram pelo Ocidente e pela Liberdade



Se há coisa que me tem espantado ao longo dos últimos três anos, essa é, sem dúvida, a capacidade de sacrifício, abnegação e coragem exibida pelos muitos milhares de soldados ocidentais envolvidos nas guerras anti-terroristas que têm lugar no Afeganistão e Iraque. Habituados a ouvir e repetir ad nauseam os argumentos dos cultores da "decadência" do Ocidente - emasculação, drogadização, sibaritização - não podemos deixar de nos espantar pela repetida impugnação dessas patranhas. Os soldados do Ocidente - norte-americanos, canadianos, australianos e britânicos - têm arrostado enormes dificuldades, mas têm-se saído bem. Provas ? A violência no Iraque está em fase descendente, os talibãs estão a ser empurrados metro a metro para os seus covis nas montanhas, a vida económica e social vai-se lentamente reconstituindo e até já funcionam governos representativos. Foi-nos inculcado durante décadas que "uma guerra de guerrilhas não pode ser ganha". É uma mentira que deve ser invertida: "pode uma guerrilha vencer uma guerra ?". A resposta é, novamente, negativa. As guerrilhas são derrotadas sempre que o clima em que germinam sofrer alterações que matem a fonte da violência armada. Ora, mau grado tudo o que de terrível tem acontecido nos últimos três anos, os povos do Iraque e Afeganistão são hoje muito mais livres e responsáveis que antes das guerras que derrotaram os talibãs e Saddam Hussein. Têm, pelo menos, leis, constituições, tribunais civis, imprensa livre, direitos de reunião e associação e parlamentos eleitos. Graças a quem ? Aos militares ocidentais.

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