08 setembro 2006

Insurgente ganha batalha das FARC

No passado, a coisa ficaria por uma nota na 5ª coluna de um diário pouco lido, um desabafo radiofónico, um minuto de banalidades "antes-da-ordem-do-dia" no Parlamento ou um secretíssimo pedido de informação requerido pelo gabinete do MAI; ou seja, nada. O Insurgente - a que se foram juntando muitas vozes desta imprensa alternativa que é a blogosfera - fez tamanha pressão que aí está: o MAI averigua caso das FARC no Avante. Tempos houve em que Portugal recebia a fina flor do entulho sem que os portugueses fossem esclarecidos sobre a natureza e práticas de tão indesejáveis convidados. Agora que o verbo é livre e quebrou-se a censura do morno oficialismo, a indignação dos cidadãos obtém vitórias. Ontem, o PC teve de suar para fugir à pressão de todos quantos o interpelaram sobre a presença de um grupo terrorista na quermesse do Avante. As curtas meninges do líder parlamentar dos bolchevistas não deram para mais: meteu as mãos pelos pés, balbuciou desculpas, invocou desconhecimento e esboçou uma típica manobra, tão costumeira entre os orfãos da Lubianka: respondeu que não tinha de prestar satisfações àqueles que um dia haviam considerado Mandela "terrorista". Ora, Mandela fora preso e acusado por razões bem diversas daquelas que são imputadas ao famigerado grupo narco-marxista colombiano, fora julgado por um regime segregacionista que a generalidade da comunidade internacional repudiava e condenado a uma pena de cadeia perpétua sem que jamais fosse provada a sua responsablidade directa em crimes de sangue. Ao invés, as FARC desenvolvem uma guerra sem quartel contra um regime democrático e um governo legítimo reconhecido internacionalmente, estão intimamente associadas ao narcotráfico e utilizam o terror, a extorsão, o rapto, o bombismo e o abate sistemático de militares, policias, juízes, jornalistas, parlamentares e sacerdotes para atingir os seus propósitos: impor uma ditadura à Colômbia. Ontem como hoje, os comunistas são iguais ao que sempre foram.

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