23 agosto 2006

Zeca Afonso (2)

Primeiro um, depois três, um pouco mais tarde 8; agora 10 (dez) mails de protesto. O tiro acertou em cheio. Não, não odeio o homem, como não odeio ninguém. Pretendo, como tem sido um hábito aqui da casa, revolver mitos e Zeca é um daqueles intocáveis a quem se acendem velinhas todos os dias. A "direita moderna"- aqui retiro a expressão ao Letras com Garfos, que leio sempre com prazer - tem de ser iconoclasta sem ser ordinária, clara sem ser extremista, intransigente defensora da Liberdade e da democracia contra tudo o que, doa a quem doer, continue a cultivar o jardinzinho dos cactos totalitários. Ora, Zeca Afonso era, sem qualquer dissimulação, um extremista, um plus-ultra do comunismo. Limitei-me a dizer o que todos sabemos: aquele reportório é um caldo de ódio, ressentimento e acicate à violência. As pessoas gostam de mitos. Outras gostam de mitos e mentiras. Outras ainda, de mitos e mentiras abundantemente regadas em santidade. Ouço Zeca Afonso e digo para os meus botões: era um péssimo cantor e um homem violento e intolerante. Disse alguma inverdade ?

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