22 agosto 2006

Timor Leste devia ser um Estado associado na nação portuguesa

O Insurgente mete o dedo na ferida. O mito da independência sem pernas (e sem cérebro) é calamitoso para quem a quer e não pode manter, bem como para todos, como nós, que mantemos a ilusão de uma paridade de relações que não existe nem pode existir sem que Timor Leste ganhe a maioridade que dita a liberdade. Em vez de mandarmos uns colonialistas encapotados fazer-lhes a Constituição, como aquelas que Napoleão despachava com os irmãos para os tronos europeus, melhor teria sido a reintegração na nação portuguesa com estatuto de Estado associado. Seriam mais felizes, teriam tempo para constituir um corpo dirigente capaz, mais infraestruturas, mais riqueza e paz social. Continuamos fiéis ao colonialismo, só que agora numa versão ainda mais paternalista e hipócrita. Xanana estaria, decerto, bem mais interessado em ser um João Jardim, sem bananas mas com café, que o refém das forças australianas, malaias e portuguesas na balbúrdia de Díli. Assim já não dá !

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