30 agosto 2006

Que grosseria, senhores dirigentes do PSD e CDS


Tive um vómito involuntário ao ler hoje nas páginas do Público que o dirigente da Nova Democracia ficou à porta das sedes do PSD e CDS quando ali se dirigiu para proceder à entrega de um documento endereçado aos líderes daqueles partidos. Sei que vivemos num país de selvagens e de gente que nem à mesa sabe comer. Os partidos reproduzem a sociedade, pelo que estimo perfeitamente normal que continuemos submetidos ao poder da estupidez e da grosseria. Fosse eu líder de qualquer daquelas agremiações e tê-lo-ia recebido, por elementar boa-educação, como receberia nas mesmas circunstâncias os sr.'s Louçã, Pinto Coelho, Mário Machado, Jerónimo de Sousa ou quaisquer outros cidadãos que me batessem à porta por razões análogas. A democracia exige décadas de inculcação e só funciona se aparelhada por pessoas urbanas, não por labregos. Não se deixa um dirigente político à porta, tenha o seu partido 0,01% ou 50%. No caso do CDS afigura-se-me ainda mais grave. Impede-se a entrada na sede de um homem que foi dirigente da JC, deputado e presidente do partido. As pessoas não são contagiosas, sejam liberais, comunistas ou fascistas. Falar com as pessoas é colocar em confronto ideias e abrir o nosso mundo a outras sensibilidades, testar as nossas convicções e dar dignidade à nossa cidadania. Não o fazer é prova de medo. Neste caso, foi prova de estupidez, grosseria e absoluta labreguice.

Sem comentários: