16 agosto 2006

Memória curta

Campos da morte que a "esquerda revolucionária" aplaudiu

Estive lá, vi as cicatrizes morais, o vazio no olhar, as ruínas dos palácios e das bibliotecas queimados até às fundações. Todas as famílias foram esventradas na sua dignidade. Perderam-se o teatro, a dança, a literatura, os professores, os médicos, os monges e até a memória. O Camboja ainda não recuperou da humilhação de ser violado pelos comunistas. Ainda há, por cá, quem aplauda os milenarismos, as Utopias e o Homem Novo. Todos aplaudiram Pol Pot, aquele homem saído das trevas da selva. Até o impecável guardião das liberdades - o governo francês - não hesitou e foi o primeiro a reconhecer tal gangue de facínoras. Era o preiamar do socialismo. Estávamos em 1975.

Sem comentários: