27 agosto 2006

Manuel Monteiro


Confesso sentir franca simpatia por Manuel Monteiro. É um homem íntegro, bem intencionado, persistente e em permanente busca de aprimoramento pessoal. Acresce, dizem-me amigos e conhecidos do líder da Nova Democracia, ser um homem honesto, de grande humanidade e sinceramente preocupado com a situação do país. É um patriota, tem ideias e não teme o contraditório. Não tive ainda acesso ao manifesto que apresentou aos portugueses, pelo que não me posso, por ora, pronunciar sobre aquilo que não sei, mas não gostaria que a proposta da ND fosse liminarmente recusada pelo PP e PSD pelos costumeiros processos da indiferença, da maledicência e do chão clubismo. Se teimo em repetir que a desavença entre Manuel Monteiro e Paulo Portas foi desastrosa para a edificação de uma direita autónoma e aguerrida, continuo a afirmar que não podem questiúnculas fulanizadas interferir na agenda da vida política. Para escândalo de muitos, profissionalizados no clubismo partidista - tão miserável como o homólogo mundo do lumpen futebolístico - julgo que a única solução meridiana que se apresenta é a de reunir, uma vez mais, Paulo Portas e Manuel Monteiro, restituindo-lhes o CDS-PP e obrigá-los a trabalhar em equipa por um partido que é, tem de ser, diferente do que é hoje, e naturalmente diverso do PSD. A reunião da Direita deve passar, imediatamente, pelo reencontro desses dois incontornáveis líderes.

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