01 agosto 2006

Islamo-marxismos

Do insubstituível Insurgente, da autoria de Fernando S, atrevo-me transcrever um post - que estimo completo e acutilante - sobre a duplicidade dos islamo-marxistas.
"O comentário do Miguel Castelo-Branco denuncia oportunamente as lágrimas de crocodilo que tantos neo e post marxistas vertem pelas vítimas civis dos bombardeamentos israelitas no Líbano. Estes "novos humanistas" são os herdeiros ideológicos daqueles marxistas estruturalistas à Louis Althusser que, nos anos em que os comunismos avançavam conquistadores pelo mundo fora através das "lutas armadas", das revoluções violentas, das guerrilhas sanguinárias, das execuções sumárias em massa, das "ditaduras do proletariado", e de tantas outras versões da "violência popular", faziam a crítica dos "humanismos burgueses". Nunca antes se preocuparam ou se indignaram com tantas e tantas vítimas gratuitas das causas que então defendiam e ainda hoje celebram e glorificam. E nos tempos que correm não têm pejo nem vergonha em tolerar, ou mesmo justificar, os actos de violência indiscriminada e deliberadamente destinada a matar o maior número de civis por parte dos diferentes grupos terroristas islamistas. Não lhes falta lata para estarem agora a dar lições de moral a quem pertence a tradições políticas e ideológicas que condenam e combatem hoje o islamo-terrorismo do mesmo modo que no passado o fizeram em relação às ditaduras nacionalistas e aos totalitarismos comunistas. No fim de contas, menos de vinte anos após o fim da guerra fria, mantêm-se as tradicionais linhas de demarcação entre os defensores e os inimigos de sociedades baseadas na liberdade e na tolerância. Os detratores destes valores sempre utilizaram a arma da demagogia e da propaganta contra os seus adversários. Por vezes, e durante muito tempo, com exito. Como quando conscientemente instrumentalizavam o "anti-fascismo" para melhor defenderem o comunismo e os seus crimes. As técnicas não mudaram no essencial, apenas se ajustaram aos novos tempos e às novas realidades. Tendo perdido a batalha da eliminação definitiva do liberalismo e da democracia nas sociedades ocidentais e ocidentalizadas, os neo e post marxistas descobriram mais recentemente as virtudes das lutas anacrónicas que o obscurantismo islâmico fundamentalista trava contra a progressão generalizada dos valores da liberdade individual. Seguindo a velha máxima leninistas das alianças « populares », apostam agora nessa nova frente com a esperança de conseguirem assim enfraquecer o « capitalismo mundial » e ganhar tempo para a preparação de novas investidas contra o centro do sistema, supostamente mais sofisticadas e menos reaccionárias. Tal como o « pacifismo » do pós 2a guerra mundial foi um instrumento ao seviço do poderio militar da União Soviética, também hoje o "novo humanismo" representa uma contribuição de retaguarda dada à acção dos grupos terroristas que na primeira linha levam a cabo uma guerra de desgaste dirigida sobretudo contra os governos e as populações dos países onde avançam, mesmo que lentamente, os valores da liberdade e da modernidade !!
Fernando S.

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