04 agosto 2006

Comunistas: atracção irresistível pela monarquia


Não sei por que razão, quanto mais se caminha para a esquerda, maior é a necessidade de macaquear os ouropéis, as fórmulas reverenciais e as tradições do cerimonial monárquico. É uma tão clara exibição de mimetismo, que me apetecia dizer ser o comunismo o estádio transitório entre a república decaída e a monarquia. Os exemplos das dinastias Ceaucesco, Kim, Assad germinaram. Agora, com Raúl Castro, Cuba dá passos de gigante na apropriação do Estado por uma família. Já não se trata de um regime comunista que confunde Estado e partido, mas de uma parentela extensa que possui o partido e faz alcandorar à chefia do Estado alguém pelo simples facto de ser irmão do tirano. Aplausos, senhores comunistas.

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