29 julho 2006

Não confundir coragem e terrorismo

Quando os suicidas eram nobres

Nobres cavaleiros dos ares, entre o ferro e o fogo da metralha, sós em cascas de noz voadoras, lançando-se sobre um inimigo quase invencível. A sua valentia e destemor eram puros como uma flor de cerejeira. Atiravam-se sobre inimigos armados, nunca sobre civis indefesos. As únicas torres gémeas que conheciam eram as dos porta-aviões, couraçados e cruzadores do adversário. Não havia nem ódio, nem fundações milionárias dispostas a pagar o seu martírio, nem tão pouco cobardes cheios de boas-novas açulando-os. Prometiam-lhes, é certo, o paraíso, mas um paraíso sem frutos, água, virgens e riquezas. O paraíso Shinto é, apenas, o retorno à comunidade dos antepassados. Foi em Janeiro de 45, em plena festa dos Obon (Bon-Odori = festa dos mortos). Eram, não analfabetos alienados, mas estudantes de literatura, filosofia, belas-artes e história. Como eram diferentes dos ASSASSINOS de hoje.

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