07 junho 2006

Poucos, bem pagos, os melhores


O serviço do Estado não é uma sinecura, encobridor de desemprego de facto, vazadouro de madraços, terapia ocupacional e ghetto para pessoas portadoras de défice de competitividade. O Estado deveria ter poucos funcionários, competentes e bem pagos. Devia ter os melhores. Infelizmente, transformou-se no oposto: num polvo tentacular, num gigante cego, num aparelho digestivo ante-diluviano manobrado por desocupados crónicos, analfabetos e abúlicos. O aparelho burocrático do Estado deveria integrar, apenas, quadros técnicos superiores e intermédios com competências específicas, um corpo de quadros dirigentes devidamente habilitados em gestão e administração. Todas as restantes funções, deveriam caber na alínea "contrato a termo certo", em regime de aquisição de serviços.

Sem comentários: