28 junho 2006

E Portugal brilhou na noite de Banguecoque


Celebrou-se aqui há dias no Plaza Athenee, a comovente evocação da velha aliança entre Portugal e o Reino do Sião. Com a presenca da Princesa Sirindhorn, quatrocentas pessoas encheram literalmente o Grand Hall para ouvir o concerto para piano e orquestra em Lá Maior de Vianna da Motta, superiormente executado por um bom amigo, o pianista brasileiro Paulo Zereu. Seguiu-se-lhe E se mais Mundo houvera, lá chegara, composto especialmente para o evento por Pathorn Bede Srikaranonda de Sequeira, com acompanhamento de orquestra, barítono e coro. Pathorn de Sequeira revelou-se como promessa de grande compositor - já aclamado nas europas e americas - mas e exibiu aqui um tremedo orgulho em descender daqueles portugueses que aqui se fixaram em meados do século XVI e jamais deixaram de reclamar a pedatura católica. Ouvir um coro tailandês entoar o nosso hino e as estrofes mais exaltantes de Os Lusíadas a milhares de quilómetros de casa, deitou-me literalmente abaixo. Não sou homem de grandes comoções, mas aquilo foi tremendo. Abandonei a sessão com o coração cheio, dizendo para comigo mesmo que Portugal ainda vive. Tenho pena que os portugueses não tenham consciência da grandeza que o nome de Portugal ainda preserva por estas remotas paragens.

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