30 maio 2006

Já ninguém vem a Portugal ?


Em finais da década de 90 de Oitocentos e até às vésperas do desastre do 5 de Outubro, Portugal inscrevia-se no roteiro dos grandes estadistas mundiais: rei Rama V do Sião (1897), Eduardo VII de Inglaterra (1903), Afonso XIII de Espanha (1903), rainha Alexandra de Inglaterra, imperador Guilherme II e presidente Loubet de França (1905).
Em finais da década de 50 e início da década de 60 do século XX, nova revoada de visitas de Estado: Café Filho do Brasil (1955), Isabel II de Inglaterra (1957), Iskander Mirza do Paquistão (1957), Hailé Selassié II da Etiópia (1959), Sukarno da Indonésia (1960), Eisenhower dos EUA (1960), Juscelino Kubitscheck de Oliveira do Brasil (1960), Bumibhol daTailândia (1960).
Depois, com a revolução e a descolonização, Lisboa recebeu, como a moda impunha, figuras exóticas da Cortina de Ferro, da Cortina de Caniço e dos desvairados socialismos e racismos da época: Leopoldo Senghor (1975), Kaúnda da Zâmbia (1975), Ceausescu da Roménia (1975), marechal Tito (1976), Carlos Andrés Pérez (1976), Luís Cabral (1978), Mobutu Sese Seko (1983).
Houve um tempo em que os desditados aqui vinham aportar em busca de um ameno exílio: o venerável imperador Carlos da Áustria, Carol da Roménia, Horthy da Hungria, Umberto de Itália e até o inefável Baptista de Cuba. Hoje, ninguém nos visita e ninguém aqui se quer fixar !

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