30 maio 2006

Grandeza sem despesismo

Tempos houve em que os carros do Estado - em estadão correspondente à grandeza que o país se atribuía - faziam o que lhes competia (carregar Grã-Cruzes a algures) e duravam 200 anos. Hoje, os exigentes glúteos de Grã-Bestas requerem os melhores assentos para viagens a nenhures. Um parque a perder de vista, mais cocheiros, arreios, alcavalas e fazendas. Refastelados na imaginada grandeza, os pequenos reinetes lá vão inchados, imersos no ar condicionado, virando e revirando papelada, na companhia dos servos engravatados repescados na lotaria dos micro-poderes que nos devoram. Ai como Medina Carreira tem carradas de razão...

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