31 março 2006

Literatura-lixo


Andava a Margarida Rebelo Pinto incomodada pelo facto da crítica literária não se pronunciar sobre aquilo a que chama "a sua obra". Pois bem, João Pedro George fez-lhe o favor e disse que todo aquele papel não vale as desgraçadas árvores imoladas ao ego da frioleira da Guida-vende-vende. Aquilo não é literatura: é lixo quimicamente puro. Esta proeza de George - que comparo à hercúlea façanha da limpeza das cavalariças de Áugias - desencadeou um coro de virgens indignadas, as sempiternas tontas agarradas às redes do compadrio, do amiguismo e da crítica encomendada. Parabéns George, fez um belíssimo trabalho. Da próxima não use lixívia: recorra ao lança-chamas.

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