20 março 2006

Kill, kill, kill

Fontes dignas de crédito informam-me que começou a matança de "espécies perigosas" na cidade de Lisboa. O novo bode expiatório são as aves, encaradas como ameaça para a sobrevivência da adorável espécie humana, feita à imagem do Criador. Lá se foram as poetices e eis que se revela o predador que vive sob a película da civilização. É tudo uma questão de tempo, local e oportunidade. A histeria colectiva que se apoderou de alguns países faz esquecer que os carros, o álcool e as drogas matam um milhão de vezes mais pessoas por ano que a "gripe das aves", mas para essas não há alarme: são estudadas por sociólogos, médicos, juristas e por uma vasta panóplia de ONG's bem subsidiadas.

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