17 março 2006

Estado emprega-todos: coragem governamental

Está a dar as últimas a piedosa ideia segundo a qual cabe ao Estado dar emprego a quem não consegue emprego. O governo teve a coragem de meter o dedo na ferida purulenta do mito empregacionista. Há desemprego ? Há conventos para demolir ? O governo contrata 3000 camarteleiros e destrói-se Santarém, Beja e Tomar. Foi assim no século XIX. Coimbra tem problemas crónicos de desocupação ? Destruindo os coleginhos renascentistas, para sobre eles erigir o mamarracho universitário conimbricense, deu-se emprego a uns centos. Foi assim o século XX. O Estado deve fiscalizar, deve zelar pelo cumprimento das leis, deve ser agente subsidiário em tudo o que implica segurança e direitos, mas não deve ser o hospital, a central telefónica, a água da torneira, a gasolina do autocarro, o bate-chapas da viatura amolgada, a fotocopiadora, o padeiro ou a farmácia. Dar liberdade às pessoas implica que estas se libertem do Estado e este da pedinchice.

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