23 fevereiro 2006

Lição sobre diplomacia cultural

Assisti hoje à soberba palestra que o Professor António Vasconcellos de Saldanha proferiu no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa ante um selecto auditório (Adriano Moreira, João Carlos Espada, Manuel Braga da Cruz, os confrades das Portas do Cerco e do Insurgente) em que este V. criado pecava por defeito. Uma lição de concisão, de clareza e erudição, daquelas que tanta falta fazem num tempo de desvairado amadorismo, improviso e falta de ética intelectual. Foi verdadeiramente brilhante a prestação do ilustre académico. Pena é que outros responsáveis pela gestão da máquina diplomática do Estado não estivessem presentes, pois terão perdido preciosa informação sobre o estado e oportunidades que a Portugal se oferecem no Oriente. Somos, no avisado parecer de Vasconcellos de Saldanha, uma "potência histórica" com um capital de memória e afectos que ultrapassa largamente o peso económico e político do país na arena mundial. Tal capital colocar-nos-ia em clara vantagem para desenvolver outras parcerias se aqui houvesse percepção das potencialidades da Ásia emergente. Estou certo que o tempo do Professor Saldanha chegará. É justo e importante para o passado e o futuro da afirmação de Portugal no mundo.

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