11 janeiro 2006

O nosso HINO, o de tudo o que é Portugal

Venero o hino nacional, como respeito profundamente a nossa bandeira. Levantou-se por aí um clamor motivado pelo "indevido" uso destes símbolos nacionais pela Telecom num anúncio televisivo ainda em exibição nas pantalhas. Não compreeendo, sinceramente, que insulto ou que aproveitamento estará a fazer essa companhia a algo que é de todos. Tenho para mim que o hino e a bandeira deviam estar em todo o lado, conquanto respeitados. Nós todos somos o hino e a bandeira, pelo que a sua presença deveria ser tão natural como as árvores, as montanhas, as casas e monumentos, a língua e a memória deste povo que quer manter a sua independência e liberdade. O hino e a bandeira não são propriedade de ninguém, não são de esquerda ou de direita, de partidos, empresários ou trabalhadores. São de todos e a todos obrigam a exibi-las. Mais, julgo que a entoação do hino e a exibição da bandeira deviam estar presentes em todos os espectáculos públicos, tal como acontece nos países onde o patriotismo é incentivado como elemento essencial da cidadania. A defesa da memória e do orgulho nacionais está para os Estados como a missa para a Igreja: há que os lembrar todos os dias, em todas as circunstâncias. Quando se deu a balsemização das tv's, o hino e a bandeira foram envergonhadamente retirados do fim das emissões diárias da RTP. Há que os restituir aos portugueses.
Fiquem para trás as discussões bizantinas sobre a bandeira: se deve ser verde-rubra, branca ou azul e branca. A nossa bandeira é esta e nela nos devemos, todos, identificar. Quando por esse mundo viajo, sempre que lobrigo as nossas cores enche-se-me o coração de emoção e embarga-se-me a voz. Ai de qualquer estrangeiro que faça algum reparo de gosto duvidoso. Gosto dela porque é a minha bandeira. A NOSSA BANDEIRA !

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