06 agosto 2005

Coisas triviais

















Fico agradecido ao meu queridíssimo amigo Pedro Guedes da Silva pelas palavras de [exagerado] apreço que teve a delicadeza de lavrar a propósito da inauguração desta tocaia. Já não tenho a força e acutilância do Pedro, mas prometo que não abandonarei a impenitente, solitária e casmurra obstinação que nos leva a zurzir inútil mas não gratuitamente ne galeria de figurinhas e carantonhas que assombram o nosso pequeno mundo nativo.
Não tenho paciência para desfiar a crónica diária das desventuras com que se vai entretecendo a vidinha portuguesa. Coisas do jaez do Vara, da candidatura do macróbio (estás vingado Tomás), dos dois anões providenciais (um no PS, outro no PSD), das carrilhadas e demais trivialidades não são comigo.
Prometo, igualmente, que não beberei do cálice de fel nem me comprazerei com as falhas e misérias alheias. De mim não sairá um insulto, um comentário soez, uma insinuação malévola. Grandeza, admiração, emulação e exaltação são atitudes não compaginam com o tempo presente. Nesta atmosfera viciada pela resignação, pela cobardia cívica, pelas maçonarias para todos os gostos - futebolísticas, sexuais, religiosas, artísticas - sobra muito pouco para qualquer outro sentimento ou atitude marcados pela positividade.

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